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Opinião | A Letra Encarnada

por Alexandra, em 12.12.16

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Título: A Letra Encarnada

Autor: Nathaniel Hawthorne

Editora: Assírio & Alvim

 

A Letra Encarnada foi uma excelente surpresa de final de ano. Não é um livro fácil, é necessária alguma persistência e paciência para reler algumas partes, de modo a que seja possível extrair um sentido para o que Hawthorne nos pretende transmitir através de um magnífico retrato da sociedade americana do século XVII, tendo este sido publicado em 1850.

 

Hawthorne é mestre na construção dos personagens e na forma como revela a dimensão humana neles contida. Apesar de ter como tema central o Adultério e tudo o que lhe estava associado naquela época, este livro representa muito mais do que isso. É um livro sobre a vergonha, a culpa e a vingança e, por fim, sobre o alívio que a confissão nos traz. É fascinante a forma como Hawthorne nos descreve os sentimentos dos personagens, o seu sofrimento, angústia e libertação, que, apesar de tão distantes no contexto em que estão incluídos nesta obra, continuam a ser actuais e estarão para sempre inerentes ao ser humano.

 Onde quer que haja um coração e uma inteligência, as doenças do corpo ressentem-se das particularidades deles.

 

A Letra Encarnada contém um esplêndido elogio à mulher, representada por Esther, condenada a usar a letra A ao peito que, mais do que um pedaço de tecido pregado à sua roupa, era algo que lhe estava gravado na pele, uma marca que a distinguia da restante sociedade, que a excluía, mas que, nem por isso, fez com que Esther fosse uma mulher fraca e se vergasse perante a sociedade. Esther é de facto uma heroína da literatura e, por essa razão, este livro merece ser lido por todos.

 

Pontuação: 4

 

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Estou a ler: A Letra Encarnada

por Alexandra, em 05.12.16

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A Letra Encarnada é a obra principal de Nathaniel Hawthorne e está incluída no projecto 1001 livros para ler antes de morrer. Esta edição em particular foi traduzida por Fernando Pessoa, o que torna esta leitura duplamente interessante.

 

Adorei o prefácio, que fala mais de Pessoa e dos motivos que poderão ter estado na origem desta sua tradução, do que da obra em si, mas foi um suplício ler a introdução de Hawthorne a este livro. Li-a na ânsia de poder chegar à obra propriamente dita, mal suportando o aborrecimento que estava a produzir em mim (ainda não percebi se é realmente aborrecida ou se eu é que não estava com a disposição indicada para a ler). Felizmente cheguei ao seu final e, na página 81, pude finalmente começar a ler esta aclamada obra.

 

Após as dúvidas iniciais, sustentadas essencialmente pela interminável introdução, posso agora afirmar que estou a desfrutar bastante da sua leitura. É muito especial a forma como Hawthorne descreve a situação em que se encontra Hester Prynne, condenada, devido a adultério, a ter de usar a letra A, feita de tecido encarnado, pregada à sua roupa, sobre o peito, e tudo o que se segue a esta condenação e exposição em praça pública, sendo depois libertada com a sua filha, Pearl, nascida da relação adúltera que Hester teve com um homem, até ao momento desconhecido. Estou ansiosa por saber o que se segue e como vai desenvolver-se esta relação de mãe e filha.

 

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Próximas leituras | Encomenda

por Alexandra, em 18.11.16

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Os próximos livros que pretendo ler no mês de Novembro são de José Saramago e Teresa Veiga, para o projecto Ler os Nossos, sendo que com a leitura de Terra do Pecado darei finalmente início ao projecto Ler Saramago, algo que já estava a adiar há bastante tempo. Nunca li nada de Teresa Veiga e tenho muita curiosidade em fazê-lo, especialmente devido a este fantástico título.

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Esta semana recebi uma encomenda com estes quatros livros (e ainda está um em falta), todos de autores que nunca li e que fui vendo repetidas vezes em pesquisas que fiz, na tentativa de chegar a uma lista de livros essenciais, ou de leitura obrigatória (nem sempre estes títulos em concreto, mas destes autores). Gosto muito deste tipo de listas, mas há tanta informação sobre o assunto que em vez de chegarmos a 100 ou 200 livros e pararmos, ficamos com uma lista que ultrapassa largamente este número, dividida entre autores intemporais, autores contemporâneos, autores portugueses, escritoras de leitura obrigatória, e que parece que irá perpetuar-se até chegarmos ao "fim da internet". Enfim, um mar de informação que nos deixa em extâse, afinal é o nosso amor, e em pânico, porque não haverá tempo nem possibilidade (financeira, editorial, etc.) para tudo.

Há cerca de um mês, depois destas pesquisas mais ou menos aleatórias, comecei a fazer um trabalho de investigação baseado no livro 1001 Books You Must Read Before You Die (1001 Livros para Ler Antes de Morrer), baseando-me na lista em inglês, através da qual procurei as edições correspondentes em português, título, editora, escritor, nacionalidade, género, link no goodreads, lido/não lido, na minha biblioteca pessoal ou não. O ideal seria ler todos os livros desta lista, embora sejam imensos e seja coisa para demorar uns bons anos, mas sobretudo alargar o meu conhecimento a nível literário. Há tanta coisa que ainda desconheço.

Penso que tenho sensivelmente um quarto do trabalho feito, mas tenho tido alguma preguiça em adiantá-lo nas últimas semanas. Além de ser um trabalho moroso, torna-se demasiado mecanizado por vezes e não quero que seja uma obrigação. Tem de ser algo para ir fazendo quando tiver vontade, que me dê prazer em descobrir, que me faça enervar por tantos ainda não terem sido editados em Portugal. Espero este fim-de-semana adiantar mais alguns títulos e pode ser que quando acabar nasça aqui um projecto para concretizar até morrer.

 

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