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Opinião | Ensaios sobre Fotografia

por Alexandra, em 15.02.17

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Título: Ensaios sobre Fotografia

Autor: Susan Sontag

Editora: Quetzal Editores

 

Este livro de ensaios sobre fotografia de Susan Sontag é essencial aos amantes de fotografia. O primeiro ensaio - Na caverna de Platão - é deveras fascinante, essencialmente, porque já foi escrito há mais de 40 anos (1973), e permanece tão actual. Este ensaio deixou-me com imensa pena de não haver um ensaio mais recente neste livro, por exemplo, do início dos anos 2000 (Susan Sontag morreu em 2004).

A fotografia, mais recentemente, transformou-se num divertimento quase tão praticado como o sexo e a dança, o que significa que, como todas as formas de arte de massas, a fotografia não é praticada pela maioria das pessoas como arte. É sobretudo um rito social, uma defesa contra a ansiedade e um instrumento de poder.

Pela primeira vez na história, um largo sector da população sai regularmente do seu meio habitual por curtos períodos de tempo. E parece bem pouco natural passear sem levar uma câmera fotográfica. A fotografia será sempre a prova indiscutível de que a viagem foi feita, de que o programa se cumpriu e de que as pessoas se divertiram.

Nesta comédia que é o safari ecológico, as armas metamorfosearam-se em câmeras, porque a natureza deixou de ser o que sempre foi: aquilo de que o homem tinha de se proteger. Agora a natureza - subjugada, ameaçada, em perigo de extinção - necessita de ser protegida das pessoas. Quando sentimos medo disparamos. Mas quando nos sentimos nostálgicos, tiramos fotografias.

 

A partir do primeiro ensaio, foi difícil manter o ritmo de leitura, o livro tornou-se um pouco mais técnico e, para mim, mais aborrecido. Acredito que, para algumas pessoas, os ensaios em que se fala da ameaça que a fotografia foi, nos primeiros tempos, para a pintura, da justaposição de pensamentos de filósofos, pintores e fotógrafos, seja tremendamente interessante, mas para o leitor comum, acaba por tornar-se um tanto ou quanto repetitivo e cansativo quando chegamos a meio do livro.

 

Ainda assim, este livro deixou-me com uma imensa vontade de fotografar e de aprender mais sobre fotografia, e com um interesse enorme por esta intelectual norte-americana que foi professora universitária, activista na defesa dos direitos das mulheres e dos direitos dos humanos em geral, ficcionista e ensaista. Espero ler, muito em breve, Renascer, o primeiro de três volumes de diários e apontamentos de Susan Sontag.

 

Pontuação: 3

 

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No final da semana passada, ouvi falar imenso sobre este espectáculo especial de Michael Bolton para a Netflix, sobre o dia dos namorados, e decidi ver. A ideia até é engraçada: existiu uma produção excessiva de brinquedos para o Natal de 2017, 75 mil brinquedos a mais para ser mais concreta, por isso, a 10 meses do Natal, Michael Bolton tem a missão de fazer com que sejam gerados, no dia de São Valentim, nada mais, nada menos, que 75 mil bebés.

 

Todo o espectáculo gira em torno de um daqueles programas de angariação de fundos, em que há cantores a fazer actuações, pessoas famosas a atender telefonemas que neste caso são a dizer que já foi feito o bebé, que não conseguem fazê-lo, etc. Existem algumas piadas boas, mas não achei nada por aí além. Se já viram, ou decidirem ver, digam-me o que acharam.

 

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Netflix | Baby Cobra

por Alexandra, em 09.02.17

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Trata-se de um espectáculo de stand up comedy protagonizado por Ali Wong, uma norte-americana, metade chinesa, metade vietnamita, que consegue ironizar sobre a multiculturalidade, sobre o casamento, sobre ser mulher e sobre o caminho que percorreu até engravidar (está grávida de 7 meses, do primeiro filho, na altura do espectáculo), entre outras coisas.
 
Gostei muito de assistir a este espectáculo de Ali Wong e ver que uma mulher tem tanto a dizer sobre o universo feminino (e não só), de uma forma descontraída, mas mordaz. Ali Wong domina com maestria o mundo das piadas inconvenientes e politicamente incorrectas, o humor negro, no fundo. Por essa razão, acredito que algumas coisas possam chocar profundamente algumas pessoas, pelo que não recomendo a toda a gente. Se gostam de humor negro, não deixem de assistir.
 

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Netflix | The Crown

por Alexandra, em 08.02.17

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Desde que subscrevi a Netflix, tenho-me esforçado por assistir a mais séries, já que tinha quase perdido o hábito de ver e acompanhar algumas séries regularmente. The Crown era uma das que queria muito ver devido aos prémios que venceu recentemente, sobretudo pelo Globo de Ouro de Melhor Série de Drama.

 

Não tenho por hábito ver séries históricas, mas tinha as expectativas elevadas com The Crown. Como já vem sendo hábito nas últimas séries que tenho começado a ver, não fiquei rendida ao primeiro episódio, mas fui-lhe ganhando o gosto de episódio em episódio a ponto de ter visto vários seguidos, curiosa por saber o que iria acontecer a seguir. A coroa britânica é algo que, julgo, causa alguma curiosidade em todos nós, sobretudo porque não vivemos num país monárquico. Por outro lado, todos estamos familiarizados com a rainha Elizabeth II, admiramos, incrédulos, a sua famosa longevidade, pelo que é quase inevitável não querer saber mais sobre o seu percurso de vida, ainda que ficcionado. Recomendo vivamente, sobretudo porque relata alguns acontecimentos históricos e porque tem um personagem particularmente maravilhoso, interpretado de forma magnífica por John Lithgow: Winston Churchill. Por fim, uma última referência à interpretação soberba por parte de Claire Foy, no papel de rainha Elizabeth II.

 

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Cinema | La La Land

por Alexandra, em 07.02.17

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La La Land é a grande promessa para os Óscares de 2017 e tudo indica que irá arrecadar uns quantos no dia 26 de Fevereiro. Já se disse muito (tanto) sobre este filme que, neste momento, o mundo divide-se entre quem o ama e quem o odeia (e os que ainda não o viram, vá). Uns ficaram maravilhados por recordar os velhos tempos, por voltarem a sonhar, pela magia, romantismo e banda sonora que, no seu conjunto, dão forma a este filme. Outros, à medida que foi ganhando fama e se gerou um enorme buzz à sua volta, colocaram-no imediatamente de lado porque era muito comercial.

 

Já estava com muita curiosidade para ver este filme há alguns meses, pelo burburinho à sua volta, na época ainda muito reduzido em Portugal. No entanto, o facto de não ser a maior das fãs de musicais sempre me deixou de pé atrás em relação a La La Land. Não era preconceito, era simplesmente algo que, à partida, não ia ao encontro dos meus gostos cinematográficos. Apesar das dúvidas e de toda a controvérsia, decidi que não podia deixar de ir vê-lo ao cinema.

 

Como já estava à espera, não o considerei soberbo nem maravilhoso, mas achei algumas coisas muito boas. Em primeiro lugar, a banda sonora (que estou a ouvir neste preciso momento) é espectacular, se a ouvirem depois de assistirem ao filme, vão perceber que realmente gostaram de La La Land, vão sentir qualquer coisa no fundo do vosso ser que vos vai fazer saltitar e rodopiar e ter vontade de o voltar a ver. Emma Stone e Ryan Gosling estão muito bem, mas tenho algumas reservas quanto ao facto de merecerem o Óscar de melhor actriz e actor principal, preciso de ver o desempenho dos restantes nomeados. Passando, por momentos, ao ponto que considerei menos bom: a primeira parte. Achei muito fraca, repleta de clichés, lugares comuns, pouco interessante, na minha opinião. Já estava quase a admitir que realmente não havia sido talhada para assistir a musicais, embora já tivesse ouvido dizer que a segunda parte compensava e, sim, realmente, acaba por compensar, em parte.

 

Por fim, vamos ao mais importante: este filme tem e terá um papel muito importante nos dias de hoje, em que andamos mais conformados e lutamos pouco pelos nossos sonhos, em que nos vemos subjugados por uma crise de identidade, valores, etc. Toda a conjectura política que observamos à nossa volta, todos os nossos receios mais pessoais e profundos, ficam, por momentos, congelados quando assistimos a La La Land e sonhamos com um mundo em que podemos perseguir e lutar pelos nossos sonhos. É essa a principal mensagem de La La Land: não deixem de sonhar. Por isso, todos deviam vê-lo.

 

Pontuação: 8/10

 

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Netflix | The OA

por Alexandra, em 02.02.17

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The OA conta-nos a história de Prairie Johnson, uma jovem cega que desaparece aos vinte anos e reaparece sete anos depois, curada da sua cegueira. 

 

Depois do sucesso de séries da Netflix como Stranger Things, que já vi e adorei, e The Crown, que comecei a ver agora, e das boas críticas a The OA, resolvi começar a ver a primeira temporada desta série, composta por oito episódios. Confesso que achei o primeiro episódio aborrecido. Até aos 15 minutos finais, não tinha sentido qualquer empatia com os personagens nem com a história em si, estava prestes a decidir que provavelmente não valeria a pena continuar a ver. Porém, nesses últimos minutos é-nos revelado o início da história de Prairie (ainda criança) e, a partir do segundo episódio, não consegui mais parar, vi os restantes em cerca de dois/três dias.​
 
A série é, essencialmente, sobre experiências de quase morte e o que poderá existir após a morte, mas de uma perspectiva bastante interessante e pertinente nos nossos tempos. Eu, que não sou particularmente admiradora desta temática, senti-me impelida a ver episódio após episódio devido ao enredo, mesmo quando achava que havia partes demasiado fantasiosas para a minha veia céptica. Espero que haja uma nova temporada em breve.
 

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Fevereiro | TBR

por Alexandra, em 01.02.17

Fevereiro será dedicado ao #leiamulheres, com a presença especial de Proust. Penso que nenhuma das senhoras se importaria.

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Ensaios sobre Fotografia, de Susan Sontag Reúne um conjunto de textos onde Susan examina questões estéticas e morais associadas à presença e ao poder da imagem fotografada nas nossas vidas.

 

A Miúda da Banda, de Kim Gordon Membro fundador da icónica banda Sonic Youth, de que tanto gosto, Kim Gordon conta a sua história em pouco mais de 300 páginas, falando-nos sobre a sua vida, na condição de pioneira entre as mulheres do rock (vai ser um dois em um com o projecto #ouçamulheres), focada na música, no casamento, na maternidade e na independência.

 

Manual de mulheres de limpeza, Lucia Berlin Estive meses com este livro debaixo de olho, ansiosa para o ler. Veio, finalmente, parar-me às mãos no Natal passado. Reúne várias histórias de mulheres como Lucia, contadas de forma crua, umas vezes com humor, outras com melancolia, mas sempre de forma viva e extraordinariamente real.

 

O Segundo Sexo (volume 1), Simone de Beauvoir Este já habitava na minha estante há algum tempo e esteve sempre em fila de espera. É com muito alegria que finalmente lhe vou pegar e espero sinceramente aprender muito com esta obra essencial do feminismo e dos estudos de género.

 

Fevereiro é um mês pequeno e sei que, dificilmente, vou conseguir terminar estes 5 livros, mas estou muito entusiasmada. Vamos a isto!

 

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