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Janeiro | Resumo

por Alexandra, em 31.01.17

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Dos cinco livros que tinha decidido ler em Janeiro li quatro:

Terra do Pecado, de José Saramago (4 estrelas)

Caviar é uma ova, de Gregório Duvivier (3,5 estrelas)

A Vida no Campo, de Joel Neto (5 estrelas)

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, de J. K. Rowling, John Tiffany, Jack Thorne (4 estrelas)

 

Li também:

A Morte, o Sofrimento e a Doença entram num bar, de Ricardo Araújo Pereira (3 estrelas)

 

No final do mês comecei a ler Do Lado de Swann (Vol. 1 de Em Busca do Tempo Perdido), o último que me faltava das minhas escolhas para Janeiro, após uns breves momentos de ponderação. Queria muito começar esta jornada, mas tinha um medo absurdo de desistir. Decidi arriscar e posso dizer que, apesar da velocidade baixíssima de leitura (não consigo lê-lo de outra forma, relendo certas partes mais do que uma vez), já li cerca de 70 páginas. Do que li por aí, é frequente abandoná-lo às 30 ou 50 páginas, por isso sinto que o pior já passou e que vou conseguir chegar ao final (agora já sem receio, o passo principal já foi dado). É provável que demore bastante a terminá-lo, estou a pensar lê-lo intercaladamente com os livros que decidi ler em Fevereiro (falo deles amanhã), a ver se resulta. Depois vou contando como está a ser esta experiência de leitura.

 

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Título: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Autor: J. K. Rowling, John Tiffany, Jack Thorne

Editora: Editorial Presença

 

Antes de iniciar esta leitura estava com bastante receio de que a mesma viesse a tornar-se numa desilusão. Para dizer a verdade, ainda não tenho a certeza absoluta se o foi ou não, porque a minha visão ficou, claramente, toldada neste regresso ao mundo mágico de Harry Potter. Já tinha sentido isso quando vi o filme Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los e voltei a sentir o mesmo com a leitura deste livro. No início não estava propriamente convencida, mas à medida que o fui lendo, a um ritmo vertiginoso, desejosa de saber o que se passaria a seguir, comecei a deixar para trás as incertezas e a adorar cada momento, apesar dos aspectos menos positivos.

 

Não achei que a história fosse particularmente extraordinária e as alterações à essência de personagens como o Harry, o Ron e a Hermione (não pareciam os mesmos) deixaram-me de pé atrás, enquanto o meu fascínio me forçava a prosseguir com a leitura. Não posso deixar de referir que seriam cinco estrelas se este livro não tivesse sido colocado na forma de peça de teatro. Apesar de não desgostar deste género literário, sinto que, neste caso em específico, se perdeu a magia do universo Harry Potter e a criatividade de J. K. Rowling no meio de diálogos e didascálias. Julgo que só poderia apreciá-lo devidamente se tivesse assistido à peça de teatro.

 

Ainda assim, foi uma maravilha regressar a este universo (daí não serem três estrelas). Recomendo a todos os fãs deste mundo mágico.

 

Pontuação: 4

 

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Título: A Doença, o Sofrimento e a Morte entram num bar

Autor: Ricardo Araújo Pereira

Editora: Tinta-da-China

 

Este é um livro de leitura obrigatória para quem se interessa pelo humor em geral e pela escrita humorística em particular. Não nos ensina a escrever de forma humorística, nem nos faz rir, algo que geralmente esperamos de Ricardo Araújo Pereira. O sentido de humor que lhe é (ou assim parece ser) inato está lá, sente-se por vezes, mas não foi para isso que este livro foi escrito.

 

É uma espécie de enciclopédia sobre o humor, sobre as várias formas de o fazer, com imensos exemplos clássicos e contemporâneos, não só presentes em livros como também em séries televisivas, por exemplo. Peca por ser demasiado curto, apesar de conter o essencial, parece-nos que fica muito por dizer. Não sei se Ricardo Araújo Pereira quis ser o mais objectivo e menos aborrecido possível, mas deveria saber que a maioria de nós não se importaria nada de ler duzentas ou trezentas páginas sobre o que tem para partilhar connosco acerca deste tema.

 

Pontuação: 3

 

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Opinião | A Vida no Campo

por Alexandra, em 23.01.17

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Título: A Vida no Campo

Autor: Joel Neto

Editora: Marcador

 

A minha curiosidade a respeito de Joel Neto, nascido na ilha Terceira, iniciou-se mal comecei a ler críticas maravilhosas sobre o seu romance Arquipélago e, mais tarde, também sobre A Vida no Campo. Claro que as minhas artérias, veias e capilares açorianos começaram logo a pulsar a um ritmo alucinante face à possibilidade de me reencontrar no que Joel Neto passava para o papel. Ainda não tendo lido Arquipélago, mas terminada a leitura de A Vida no Campo, sei que comecei pela obra certa. Esta foi a abordagem ideal à escrita de Joel Neto, que tanto me fez recordar e emocionar.

 

Ao longo de quatro estações, Outono, Inverno, Primavera e Verão, Joel Neto mostra-nos como foi regressar à ilha onde nasceu e à casa onde passou os primeiros anos da sua vida, até vir estudar para Lisboa, embora, na altura em que começa este livro-diário, Joel já se encontre há cerca de dois anos a viver na ilha Terceira com a mulher Catarina, o cão Melville e, mais tarde, a cadela Jasmim.

Tinha acabado de chegar, ao fim de duas décadas de viagem. Nunca deixara de comer alcatra (...) mas comê-la na cozinha da infância, servida desta vez não a um filho de visita mas a um filho regressado, foi como começar de novo. Sabia-me a terramotos e a redenção.

 

Em A Vida no Campo fazemos uma visita à infância, adolescência e início da vida adulta do escritor, ao mesmo tempo que nos são relatados episódios do seu dia-a-dia, essencialmente no Lugar dos Dois Caminhos, na Terra Chã, e as relações que mantém com as gentes da terra. Gostei especialmente dos relatos da magnífica relação que teve com o seu avô açoriano (muito especial para mim, que não cheguei a conhecer o meu). Dei por mim, diversas vezes, a deixar cair umas lágrimas aqui, outras acolá, perante a magnífica experiência que Joel Neto me proporcionou ao regressar a uma ilha que não a minha, mas, no fundo, à terra onde pertenci e com a qual me sentia profundamente desligada. 

Na cidade, receber o carteiro é um incómodo. Uma pessoa tem de levantar-se da cadeira, para abrir a porta, e já é uma maçada. Aqui há sempre uma espera, uma suspensão no tempo - uma expectativa. Fazem-se conjecturas sobre a hora em que o carteiro chegará. Cultivam-se sonhos quanto ao dia em que trará a encomenda. Eu vejo nisso uma beleza.

 

Uma casa na aldeia está sempre em obras porque está sempre em risco. A natureza vem por ela dentro. A hera trepa as paredes. O bicho-sapateiro invade-a por baixo das portas. A humidade e o caruncho corroem-na devagar, para mais nestas ilhas. Uma casa na aldeia está sempre em obras porque essa é a sua maneira de sobreviver. A nossa. Habitamos um território de fronteira, e há poucas coisas tão viciantes como essa.

 

Não é que às vezes não haja estragos. Mas, como sempre, este povo acordará no dia seguinte e olhará para o que estiver desabado e reconstruirá aquilo que tiver de ser reconstruído e cozinhará uma alcatra para o jantar, que comerá a rir.

 

Achando de antemão que os açorianos irão ligar-se como ninguém a A Vida no Campo (sem qualquer pretensiosismo, só um bocadinho, vá), acredito que qualquer pessoa que já tenha tido algum contacto com a vida rural e/ou insular se irá agarrar com força a este livro e guardá-lo com carinho durante muito e muito tempo. Os restantes, bem, esses ficarão com vontade de ter contacto com a vida no campo o mais brevemente possível.

 

Pontuação: 5

 

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Opinião | Caviar é uma ova

por Alexandra, em 17.01.17

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Título: Caviar é uma ova

Autor: Gregorio Duvivier

Editora: Tinta-da-China

 

Este pequeno livro de crónicas de Gregorio Duvivier foi uma excelente escolha para o início de 2017 e um óptimo impulso para, finalmente, começar a ver de forma assídua a Porta dos Fundos.

 

As suas crónicas estão carregadas de um sentido de humor excepcional, enquanto nos conduzem por temas actuais, direccionados, sobretudo, para a situação política brasileira (fiquei com pena de não estar mais informada sobre a mesma, de modo a perceber certas piadas), mas são também sobre situações caricatas do quotidiano e aspectos mais pessoais da sua vida, sempre descritos com muita piada. Foi-me impossível não rir durante a maioria das crónicas, uma vez que Gregorio tem o sentido de humor que mais aprecio, consegue fazer uma piada de uma coisa perfeitamente banal, consegue apontar defeitos e fazer duras críticas sociais de forma leve, descontraída, fazendo-nos rir de nós próprios, por vezes. Recomendo vivamente.

 

O estranho é que, independentemente da sua orientação em relação à carne, não há quem não concorde que o vegetarianismo seria melhor para o mundo, seja do ponto de vista dos animais, ou do meio ambiente, ou da saúde, ou de tudo junto. O problema é exatamente esse: alguém fazendo alguma coisa lembra a gente de que a gente não está fazendo nada. Quando o vizinho separa o lixo, você se sente mal por não separar. A solução? Xingar o vizinho, esse hipócrita que separa o lixo, mas fuma cigarro. Assim é fácil, vizinho.

Quem não faz nada para mudar o mundo está sempre muito empenhado em provar que a pessoa que faz alguma coisa está errada - melhor seria se usasse essa energia para tentar mudar, de fato, alguma coisa. Como diria a minha avó: não quer ajuda, não atrapalha.

 

Pontuação: 3,5

 

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Opinião | Terra do Pecado

por Alexandra, em 16.01.17

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Título: Terra do Pecado

Autor: José Saramago

Editora: Porto Editora

 

A leitura de Terra do Pecado foi uma extraordinária surpresa, para mim, que não esperava muito de um livro escrito por alguém de 25 anos. Embora fosse escrito por José Saramago, o meu adorado Saramago, estava perfeitamente tranquila face à hipótese deste livro estar a anos-luz daquilo que mais gosto e aprecio na sua escrita. Não podia estar mais enganada. A sua estrutura não é tão rígida e característica como aquela a que estamos habituados a ler, contudo, é impossível não notar a essência de Saramago. Posso desde já avançar que lhe falta a originalidade que tão frequentemente lhe apontamos, que é impossível não notar que colocou nele um cuidado extremo (que alguns poderão considerar forçado), tentando aproximar-se de uma escrita clássica, pouco inovadora, contudo, não consegui deixar de me apegar muito a este livro.

 

Terra do Pecado tocou-me de uma forma muito especial e nem consigo bem descrever o porquê de tal ter acontecido. Apesar de não me rever na situação por que passa Maria Leonor, foi-me impossível não estabelecer uma forte ligação com ela, mesmo nos momentos em que me incomodavam certas atitudes. Era como se Maria Leonor fosse aquela amiga a quem compreendemos e perdoamos tudo, sem levantar questões, sem julgar, sem deixar de a amar. 

 

Não quero adiantar pormenores nem tecer considerações acerca do enredo para além do básico. Maria Leonor fica viúva poucas páginas depois do início do livro e tudo o que se segue, os enredos familiares e sociais, as discussões existenciais com o doutor Viegas e a esplêndida descrição de pequenos episódios da infância, que nos chegam através dos filhos de Maria Leonor, é extraordinariamente bem conjugado pelo mestre Saramago, tão novo e tão talentoso. Leiam. Leiam sem saber grande coisa sobre este livro, sem grandes expectativas, e talvez saiam tão surpreendidos quanto eu. 

As ideias que fazemos de Deus, do homem e da própria ideia são, apenas, imperfeitas compreensões do que será a Verdade, se é que, por fim, a Verdade não é totalmente diferente. (...) Apesar de todas estas dúvidas, todos nós, no fundo do nosso ser, cremos em alguma coisa. O próprio doutor Viegas, com tudo o que diz e faz, crê. Cremos justamente porque não sabemos e é esta constante ignorância que mantém a fé, qualquer que ela seja. A Verdade pode ser tão horrível que, se fosse conhecida, talvez destruísse todas as crenças e fizesse do Mundo um grande manicómio. (...)

 

Pontuação: 4

 

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#ouçamulheres | Mitski

por Alexandra, em 11.01.17

Quando me apaixono por uma banda, álbum ou música, sou capaz de as ouvir vezes sem conta, até à exaustão. Passado algum tempo, a paixão reduz, fruto de outro encontro com nova banda, álbum ou música, mas, de cada vez que regresso, sinto de imediato que esta apenas estava num estado de latência e os meus neurónios pura e simplesmente deliram com o som que recebem, levando-me por vezes às lágrimas de deslumbramento e saudade. É o que se passa neste momento com Mitski Miyawaki, nascida em 1990, tal como eu, facto que contribui certamente para todo este meu amor. Apesar das nossas vivências totalmente distintas, partilhamos e vivemos sob os mesmos ideais, problemas e esperanças. É incrível a ligação que se pode estabeler com uma melodia, com uma letra, com a música no seu todo.

 

Mitski Miyawaki é uma artista a solo e lançou os seus dois primeiros álbuns sozinha, Lush (2012) e Retired from Sad, New Career in Business (2013), enquando estudava no conservatório de música SUNY Purchase. Mitski nasceu no Japão mas, até se estabelecer em Nova Iorque, onde gravou os seus dois últimos álbuns, Bury Me at Makeout Creek (2014) e Puberty 2 (2016), passou por países como o Congo, Malásia, China e Turquia (entre outros), facto que lhe confere uma identidade multi-cultural única, que se reflecte na música que produz, já que a própria se diz "metade japonesa, metade americana, mas nenhuma por inteiro".

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O álbum Puberty 2, lançado em Junho do ano passado, é o meu preferido e tenho-o ouvido repetidas vezes. Entranhou-se em mim de tal forma, que não consigo passar um dia sem ouvi-lo. Acabei por comprar esta edição especial em vinil e estou deveras rendida a esta miúda. Puberty 2 recebeu uma review de 8,5 e o título de Best New Music pela Pitchfork (podem ler a review aqui) e consta das listas de melhores álbuns de música alternativa/indie de 2016. Abaixo deixo-vos alguns dos meus trechos preferidos, juntamente com o link para a música, adorava que ouvissem o álbum inteiro (tem cerca de 32 minutos), mas aqui já têm uma excelente amostra. Se, mesmo assim, for demasiado, ouçam apenas a última.

 

Oh if you're going, take the train

So I can hear it rumble, one last rumble

And when you go, take this heart

I'll make no more use of it when there's no more you

Happy

Come inside and be with me

Alone with me

Alone

With me alone

If you would let me give you pinky promise kisses

Then I wouldn't have to scream your name atop of every roof in the city of my heart

Once More to See You

One morning this sadness will fossilize

And I will forget how to cry

I'll keep going to work and you won't see a change

Save perhaps a slight gray in my eye

(...)

I will be married to silence

The gentleman won't say a word

But you know, oh you know in the quiet he holds

Runs a river that will never find home

Fireworks

I'm not doing anything

I'm not doing anything

My body's made of crushed little stars

And I'm not doing anything

I wanna see the whole world

I wanna see the whole world

I don't know how I'm gonna pay rent

I wanna see the whole world

My Body's Made of Crushed Little Stars

What do you do with a loving feeling

If the loving feeling makes you all alone?

What do you do with a loving feeling

If they only love you when you're all alone?

Holding hands under the table

Meeting up in your bedroom

Making love to other people

Telling each other it's all good

Kisses like pink cotton candy

Talking to everyone but me

I'm staying up late just in case you come up and ask to leave with me

A Loving Feeling

 

Por fim, a minha preferida do álbum:

If I could, I'd be your little spoon

And kiss your fingers forevermore

But, big spoon, you have so much to do

And I have nothing ahead of me

You're the sun, you've never seen the night

But you hear its song from the morning birds

Well I'm not the moon, I'm not even a star

But awake at night I'll be singing to the birds

 

Don't wait for me, I can't come

 

Your mother wouldn't approve of how my mother raised me

But I do, I think I do

And you're an all-American boy

I guess I couldn't help trying to be your best American girl

Your Best American Girl

 

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Netflix | Fed Up

por Alexandra, em 10.01.17

Um dos meus planos para 2017, como já aqui referi, é alimentar-me de forma saudável todos os dias, retirando a maior parte dos produtos processados que consumia, dando preferência aos alimentos de verdade. Nesse sentido, fiz uma lista de documentários associados a esta temática que estão disponíveis na Netflix para ir vendo, pois servem como uma espécie de lembrete para todos os malefícios dos alimentos carregados de gordura, açúcar, adoçantes, etc.

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O primeiro que vi foi Fed Up, que dá bastante destaque ao papel da indústria alimentar na política, impedindo que sejam tomadas medidas contra a obesidade. São absolutamente surreais os argumentos utilizados pelas grandes empresas de bebidas gaseificadas e de alimentos processados, chegando-se ao cúmulo de argumentar que a pasta de tomate das pizzas é um vegetal e, portanto, está tudo bem em servimos pizza nas cantinas das escolas. É focado nos Estados Unidos da América, onde as cantinas têm protocolos com restaurantes de fast food e, simplesmente, deixaram de cozinhar, limitando-se apenas a servir aos alunos pizzas, hambúrgueres, nachos, etc. Cá, ainda não chegámos a este ponto a nível da alimentação escolar, embora esta também não seja das melhores, no entanto, a publicidade abusiva a este género de comidas e bebidas e a quantidade de produtos de má qualidade nutricional que vemos no supermercado afecta-nos cada vez mais.

 

Para além de nos ser mostrada toda a influência absurda da indústria alimentar na política e na legislação americana, existem também vários testemunhos de crianças americanas que sofrem de obesidade e da luta que têm para emagrecer, sobretudo por motivos de saúde. É incrível a mentalidade daquelas crianças, sustentada pelos pais, que acreditam que comer leite com cereais é uma óptima opção de refeição porque os cereais têm pouca gordura, enquanto vão consumindo açúcar e mais açúcar.

 

Apesar de o problema da obesidade ainda não ter as mesmas dimensões cá, este documentário é um excelente abre olhos para percebermos realmente o que estamos a dar às crianças e aos jovens (e a nós próprios), e que não basta comer menos e fazer mais exercício, importa muito aquilo que comemos.

 

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Projecto #ouçamulheres

por Alexandra, em 09.01.17

É inegável a influência que movimentos como o #leiamulheres têm tido nas escolhas que tomamos todos os dias, não só a nível literário, como cinematográfico ou musical. Têm-nos tornado curiosos e interessados em sabermos mais sobre o papel do sexo feminino noutra áreas de intervenção como a ciência, a fotografia, etc., pois, felizmente, são cada vez mais comuns os artigos e posts a enaltecer esta presença nos mais variados sectores.

 

Há uns dias decidi que apenas irei ler mulheres durante o mês de Fevereiro, mas pensei também que seria interessante partilhar aqui as minhas escolhas musicais no feminino, já que ultimamente a minha preferência têm recaído quase exclusivamente em bandas femininas ou, pelo menos, com um elemento feminino de referência, Haim, Hinds, Mitski, Florence + The Machine, Wolf Alice (Ellie Rowsell), Angel Olsen, Pega Monstro, Savages, The Kills (Alison Mosshart), Deap Valley, Lana Del Rey, Sonic Youth (Kim Gordon).

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Assim, nos próximos tempos irão aparecer por aqui posts dedicados exclusivamente à presença das mulheres na música. Vão ficar surpreendidos com a qualidade do que se fez e ainda se faz nesta área e creio que a tendência é que o papel da mulher seja cada vez mais importante. O hashtag #ouçamulheres já existia, felizmente, e irei usá-lo para partilhar convosco as minhas escolhas musicais femininas. Há alguma banda/cantora que gostassem de ver por aqui?

 

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Cinema | Manchester by the Sea

por Alexandra, em 08.01.17

Os nomeados para os Óscares serão conhecidos apenas no dia 24 de Janeiro, mas já estou a planear ver alguns filmes apontados como prováveis nomeados, tendo em conta outras nomeações já conhecidas e as opiniões dos críticos de cinema. Manchester by the Sea é um deles e estreou em Portugal esta quinta-feira (5 de Janeiro).

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É um filme com uma carga dramática muito forte, que explora de uma forma soberba os contornos sombrios da dor associada à perda, mas sem deixar de ser real. A prova disso são os variados momentos hilariantes. Apesar de ter uma duração de 2h17, ficamos tão colados a esta história, sobretudo a Lee Chandler (magnificamente interpretado por Casey Afflect) que mal damos pelo tempo passar. Não há momentos mortos nem dispensáveis, pelo contrário, ficamos, no final, com o sentimento de que poderia haver ainda mais para contar. Não o consideraria uma obra prima, como já li diversas vezes, mas é um filme realmente bom tendo em conta o panorama da indústria cinematográfica contemporânea (americana, sobretudo) onde fazem falta mais filmes deste género. Não chorei, mas acredito que a maioria das pessoas irá chorar. Bastante.

 

Pontuação: 8/10

 

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