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Opinião | Gente Melancolicamente Louca

por Alexandra, em 30.11.16

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Título: Gente Melancolicamente Louca

Autor: Teresa Veiga

Editora: Tinta-da-China

 

Penso que nunca dei cinco estrelas a um livro de contos. Sou muito esquisita com este género literário, com a rapidez com que tudo se processa e com os fins, geralmente, abruptos. Tem de haver uma grande maestria do escritor para me encantar, algo que já é complexo de alcançar num só conto, o que fará num livro repleto deles. Apesar da minha dificuldade assumida com os contos, problema meu, acredito, tenho-me forçado a ler mais livros deste género, porque me fascina a arte associada à sua construção. Quero saber mais, quero estar mais ambientada a este mundo dos contos, e tenho a certeza que Gente Melancolicamente Louca foi uma escolha muito acertada.

 

Fiquei deveras fascinada com o talento de Teresa Veiga como contista, embora já suspeitasse que fosse muito boa. Adorei a sua escrita, elaborada e eloquente. Contudo, tal não foi suficiente para me perder de amores pelos vários contos que fui lendo, embora deva realçar que não houve um único que não tenha gostado de todo, o que raramente me acontece com livros de contos. Tal deve-se, sem dúvida, à forte componente feminina ao longo de todo o livro e à escrita irrepreensível de Teresa Veiga.

 

Os meus contos preferidos foram O dia em que Sherlock Holmes foi salvo pelo Capitão Fracasse e Natacha.

Por temperamento sou reservada e pouco sociável, no sentido em que me basto a mim própria e nunca senti necessidade de ter amigas que servissem de confidentes ou meras caixas-de-ressonância dos meus pensamentos e preocupações.

 

Pontuação: 3,5

 

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Antes de ir ver o filme estava com grandes expectativas, contudo nos primeiros quinze minutos não fiquei particularmente entusiasmada. Cheguei mesmo a ficar receosa que o filme se fosse tornar algo forçado e que a história fosse fraca, apesar das boas críticas que já tinha lido, até que comecei a ficar fascinada com o enredo, com as personagens, com os animais fantásticos, com a música, com a fotografia, enfim, já estão a perceber.

 

Foi uma experiência maravilhosa e emocionante que culminou numa grande choradeira nos últimos dez minutos do filme (acho que devo ter sido a única da sala de cinema), provavelmente provocada pela emoção crescente ao longo do filme, no fundo, a emoção de regressar ao mundo que fez parte da minha adolescência, primeiro com os livros, depois com os filmes. Voltei a ficar maluca pelo universo mágico, pelos personagens antigos, pelos novos, por tudo. O regresso ao mundo criado por J. K. Rowling não podia ter sido melhor, agora é aguardar ansiosamente pelos próximos.

 

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Se eu fosse um livro...

por Alexandra, em 28.11.16

Este desafio foi proposto pela Sandra do blog Say Hello To My Books, a quem agradeço, achei uma excelente ideia e gostei muito de responder.

 

Se eu fosse um livro teria capa mole e o design da capa seria da autoria do Rui Rodrigues, da Quetzal Editores. Teria uma dedicatória ao estilo de José Saramago, um prefácio de Carlos Vaz Marques, um ensaio fotográfico e uma entrevista no final, conduzida pela Anabela Mota Ribeiro. Seria autografado, se possível com uma dedicatória personalizada, e incluiria um marcador.

Seria um clássico russo, intemporal, como Crime e Castigo, que fizesse o leitor questionar-se e reflectir, fazer uma viagem ao seu interior, aquele lugar mais negro e recôndito que guardamos só para nós. Teria uma perspectiva feminina muito forte e visceral, ao estilo de Elena Ferrante, e seria profundo e com diálogos maravilhosos, como Franny e Zooey.

Teria um preço acessível e seria distribuído periodicamente de forma gratuita, em diversos pontos da cidade, como transportes públicos, restaurantes, etc. Cada língua teria uma edição semelhante em termos de grafismo, mudando apenas o conteúdo para a respectiva língua.

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(felicidade - 1)

por Alexandra, em 27.11.16

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Já só falta ser publicado o último volume da romanesca obra de Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido, que quero muito ler em 2017 (há por aí alguém que queria juntar-se?). Estas edições da Relógio D'Água são magnificamente belas e a um preço bastante em conta (dez euros), pois fazem parte da coleção Clássicos para Leitores de Hoje.

 

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Desejos (concretizados) de fim-de-semana

por Alexandra, em 26.11.16

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Vinil de The Sunflowers, álbum The Intergalactic Guide to Find the Red Cowboy

A Prisioneira e A Fugitiva, de Marcel Proust, editado pela Relógio d'Água

Funko Pop da Arya Stark, da série Game of Thrones

 

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Maratona Literária Fusão | TBR

por Alexandra, em 25.11.16

Ainda falta algum tempo para o início da Maratona Literária Fusão (17 de Dezembro), organizada pela Cláudia e pela Daniela, mas fiquei cheia de vontade de escolher os livros que não resisti em partilhar já a minha TBR.

 

As categorias da maratona são:

 

Agora é que é: Um livro que já insistiram mais de cem vezes para leres. Para esta categoria vou escolher A Ninfa Inconstante de Guillermo Cabrera Infante, recomendação insistente do meu namorado nos últimos tempos, a par com Três Tristes Tigres.

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Ignora a capa e lê o livro: Escolhe um livro com uma capa feia que dói. Demorei algum tempo até escolher um livro para esta categoria, porque geralmente só compro edições de que gosto muito, mas acabou por ter de ser Filho de Deus, de Cormar McCarthy, que, diga-se de passagem, não fui eu que comprei.

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O ano está a acabar. Aquele livro que andas a dizer desde o ano passado que precisas de ler urgentemente. Também não foi fácil de escolher porque só conseguia pensar em grandes clássicos da literatura que não acho que se enquadrem bem numa Maratona Literária, como Os Irmãos Karámazov ou Guerra e Paz. Sendo assim, a escolha recaiu em Macbeth de William Shakespeare.

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"O Natal é das crianças.": Um livro com uma criança/adolescente como protagonista. O livro que escolhi para esta categoria também já me foi recomendado várias vezes pelo senhor cá de casa, mas resolvi não fazer batota e juntar esta e a primeira categoria num só livro. Será Deixa lá, de Edward St Aubyn, o primeiro livro de um quinteto (nesta edição juntaram os dois primeiros livros do quinteto), onde o protagonista é Patrick Melrose, um rapaz de cinco anos, frágil e filosófico.

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Extra (só para quem concluir as outras quatro): escolhe três livros, pede a um participante da "Maratona Literária Fusão" para escolher a próxima leitura. Os três livros para escolha de um participante (também era engraçado se pudessem ser vários participantes a votar e depois lia o mais votado) são Teoria Geral do Esquecimento, de José Eduardo Agualusa, Ressurgir de Margaret Atwood, e Mar de Afonso Cruz.

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Estou a ler: Gente Melancolicamente Louca

por Alexandra, em 23.11.16

 

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Os meus últimos dias têm sido muito preenchidos, mas felizmente consegui tirar uns momentos para começar mais um livro para o projecto Ler os Nossos. Desta vez, um livro de Teresa Veiga, também uma estreia nas minhas leituras como Isabela Figueiredo, com um título absolutamente fantástico e magnético que já queria ler há alguns meses, mas que demorou a fazer parte da biblioteca cá de casa.

 

Trata-se de um livro de contos, género literário com o qual tenho uma relação de amor-ódio. Ou me identifico muito pouco com o conto e acaba por me ser indiferente, ou adoro-o de paixão, mas o final deixa-me um sabor agridoce de "não pode ser só isto, preciso de mais". Após ter lido quatro contos, devo confessar que ainda não me apaixonei perdidamente por nenhum, mas tenho de reconhecer que Teresa Veiga escreve magistralmente bem. A sua escrita é bela, majestosa, magnífica, um tesouro para os olhos de qualquer leitor, quero crer. Estou muito curiosa com a leitura dos próximos contos, e desejo sinceramente que pelo menos um me enlouqueça de amor, não fosse eu melancolicamente louca.

 

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Filmin | Eis o Admirável Mundo em Rede

por Alexandra, em 22.11.16

Este fim-de-semana aderi à Filmin, uma plataforma de video-on-demand dedicada exclusivamente ao cinema clássico, independente, e de autor, que chegou a Portugal, no dia 16 de Novembro. Tem um valor mensal de 6,95€, sendo que até 31 de Dezembro, o segundo mês de subscrição é grátis. Neste momento, tem um catálogo de 500 títulos de cinema independente de todo o mundo. Existem também novidades "premium" que não fazem parte da mensalidade, mas que ao fim de algum tempo ficam disponíveis para visualização sem custos adicionais. É o caso de Eis o Admirável Mundo em Rede, disponível para os subscritores a partir de 1 de Dezembro, que consegui ver sem ter de esperar graças ao passatempo que a Filmin promoveu via facebook, onde podíamos ganhar um código para ver o documentário sem mais demoras. 

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O realizador de Eis o Admirável Mundo em Rede (Lo and Behold, Reveries of the Connected World), Werner Herzog, guia-nos através de uma série de entrevistas e testemunhos pelo maravilhoso mundo da internet. É-nos dado a conhecer os seus primórdios, a sua evolução até aos nossos dias, os problemas que acarreta, o impacto que poderemos sofrer se um dia ficarmos sem ela, e o seu futuro, ligado sobretudo à robótica e à inteligência artificial. Herzog conduz as entrevistas e testemunhos de personalidades ligadas à tecnologia, mas também de pessoas comuns que, por algum motivo, têm algo a dizer sobre este tema, e, embora não fale muito, tem um fantástico sentido de humor. Este documentário é muito interessante, sem ser aborrecido ou demasiado técnico, sendo precioso nos dias de hoje, em que estamos tão ligados às redes sociais e a tudo o que está relacionado com a internet.

Os primórdios e a perspectiva futura da internet foram o que mais cativou neste documentário, assim como o testemunho de Kevin Mitnick, um famoso hacker dos anos 90, mas considero que todas as partes são importantes à sua maneira, formando um todo muito coeso.

Os pontos que considerei mais pertinentes foram quando se falou que a internet pode ser o principal inimigo do pensamento crítico, tendo em conta que dependemos (ou podemos vir a depender) dela para fazer e obter tudo, em vez de termos as nossas próprias ideias, bem como qual o impacto que esta poderá vir a ter nas relações interpessoais se, por exemplo, passarmos a comunicar exclusivamente com a internet (essencialmente através de robots ou inteligência artificial). Recomendo vivamente.

 

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Opinião | A Gorda

por Alexandra, em 21.11.16

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Título: A Gorda

Autor: Isabela Figueiredo

Editora: Caminho

 

A Gorda, o primeiro romance de Isabela Figueiredo, é, como já adivinhava, uma pequena pérola no actual panorama editorial português. Isabela escreve com uma crueza fascinante, dando voz a Maria Luísa, mulher que nos arrebata e desconcerta ao longo do relato que faz da sua vida. Apesar desta crueza, que não é mais do que o fruto da forma de ser de Maria Luísa, prática, desenrascada, senhora de si, conseguiu fazer-me emocionar genuinamente e, sinceramente, não me consigo recordar da última vez em que tal coisa me aconteceu.

 

É um romance sobre as dificuldades que esta mulher, gorda, encara ao longo de diversos períodos da sua vida, sendo humilhada, traída, machucada, mas é também um romance sobre a vida e a morte, sobre o sofrimento, independentemente da sua causa.

Eles riem enquanto caminho, eles falam sozinhos, "ó orca, grande fúria dos mares, já comeste hoje alguém?!" Riem. Divertem-se, pueris e crus. Falam sozinhos. Mas a baleia ouve. Não querendo, as frases ficam inscritas no mesmo cérebro que as rejeita. A baleia. A orca. O monstro.

 

Eu era uma miséria de mulher, um torpor, uma dor que já nem dói. Um farrapo de lã que já não aquece. Já não pretendia esconder-me do que tinha sido e fingir uma perfeição que não me assentava. Quebrara-me de novo em fragmentos, como se quebra o vidro e as pessoas. E de cada vez que me quebrava não era possível voltar ao que era antes.

 

É também uma excelente retrospectiva do que aconteceu aos portugueses que tinham a sua vida construída em países africanos de domínio português, antes do 25 de Abril, e que se viram depois obrigados a deixar a sua morada, mudando-se de armas e bagagens (os que tiveram sorte) para a Metrópole. 

Nesse dia percebemos que a nossa casa na Matola jamais caberia na de Almada. Aquela não podia repetir-se. Não era possível reconstituir o cenário do crime. Já não se tratava apenas de uma ideia e de um discurso sobre a perda do Império na terra e no céu, mas da sua materialização.

 

Ao longo das várias divisões da casa na Cova da Piedade, assistimos a vários episódios da vida de Maria Luísa, relacionando-se com a mãe, o pai, Tony (Antónia) e David, para mim, os mais importantes. Também achei muito interessantes todas as referências políticas, sociais e tecnológicas que foram incluídas ao longo dos intervalos temporais que se iam descrevendo em cada uma das divisões da casa, já que a história não segue uma trajectória temporal directa.

Eu creio nas pessoas. Ela desconfia. Ela é sábia, mas eu julgo saber mais. Fui à escola, aprendi línguas, literatura e história. Sou deste tempo, e ela vive presa a superstições. Ela é paciente e firme; eu, arrebatada e arrogante.

 

Recomendo, sem qualquer dúvida, a sua leitura.

 

Pontuação: 4

 

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Biblioteca Pessoal | Simone de Beauvoir

por Alexandra, em 20.11.16

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Lidos até ao momento: Mal-entendido em Moscovo

 

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